Confira uma pequena biografia dos principais personagens envolvidos na Proclamação da República.
Dom Pedro II era o imperador, o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República e foi o primeiro presidente, os personagens deste importante período histórico são vários. Conheça um pouco mais de cada um destes nomes que fazem parte da História de nosso país.
Marechal Deodoro da Fonseca (1827- 1892) - Primeiro presidente da República do Brasil.
Aos 21 anos, se juntou às tropas que, em Pernambuco, combateram a Revolução Praieira. Participou ativamente conflitos com a brigada expedicionária ao Rio Prata, o cerco a Montevidéu, a Guerra do Paraguai e outros conflitos durante o Império.
Em 1885, exerceu o cargo de presidente da província do Rio Grande do Sul (equivalente ao que hoje seria o cargo de governador do estado). Entre os anos de 1887 a 1889, assumiu a presidência do Clube Militar, chefiando o setor antiescravista do Exército.
No ano de 15 de novembro de 1889, proclamou a República e assumiu a chefia do governo provisório. Foi confirmado no cargo pelo Congresso, graças a uma cláusula da Constituição determinando que, excepcionalmente, o primeiro presidente seria escolhido de maneira indireta.
Devido a uma política econômica marcada pelo incentivo à emissão de papel-moeda, houve forte especulação financeira e turbulência política no período. A formação de um novo ministério liderado pelo monarquista Barão de Lucena, a tentativa de centralização do poder e às resistências no meio militar acabaram por levar à dissolução do Congresso Nacional. Cresceu a influência de Floriano Peixoto, oposicionista a Deodoro da Fonseca, que acabou renunciando em 23 de novembro de 1891.
Dom Pedro II (1825-1891) - Segundo imperador do Brasil.
Ascendeu ao trono com apenas seis anos de idade, em 7 de abril de 1831. A principio, ficou sob a tutela de José Bonifácio de Andrade e Silva, depois de Manuel Inácio de Andrade Souto Maior, Marquês de Itanhaém.
Em 1840, após nove anos de conflitos internos pelo Brasil, atendendo a pressões do Partido Liberal, a Assembléia Legislativa declarou Dom Pedro II maior de idade. Em 18 de junho de 1841, na Capela Imperial do Rio de Janeiro, ele foi coroado.
Apaixonado pelas artes e pelas letras, sempre incentivou intelectuais e escritores. Trocou correspondências com cientistas europeus como Louis Paster e Arthur de Gobineau, e durantes suas várias viagens pelo mundo buscou trazer inovações tecnológicas para o país, como a câmara fotográfica.
Durante seu governo, foi proclamada a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, sancionada pela regente, Princesa Isabel, que acabou com a escravidão no Brasil.
Após a Guerra do Paraguai, com o surgimento do Partido Republicano, as divergências políticas se acirraram e começou a decadência da Monarquia. Com a Proclamação da República, pelo Marechal Deodoro da Fonseca, em 15 de novembro de 1889, ficou prisioneiro no paço imperial. Foi exilado e deixou o Brasil dois dias depois da proclamação, viajando para Lisboa. Morreu de pneumonia aos 66 anos em um luxuoso hotel em Paris, em 5 de dezembro de 1891. Em 1921, seus restos mortais foram trazidos para o Brasil e depositados na Catedral do Rio de Janeiro, depois acabaram sendo transferidos para a Catedral de Petrópolis, onde se encontra sepultado.
Afonso Celso de Assis Figueiredo , Visconde de Ouro Preto (1837 - 1912) - Político e magistrado brasileiro, foi ministro da Marinha e da Fazenda e Membro do Conselho de Estado.
Monarquista convicto, presidiu o último Conselho de Ministro do Império. Foi preso no dia 15 de novembro, assim como os outros ministros, e após a república foi exilado. Só voltou ao Brasil em 1891 continuando a participar de movimentos monarquistas. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL)
Benjamin Constant - (1836 - 1891) - Militar, engenheiro e professor.
Foi bastante atuante na crise da Monarquia que resultou na República, sendo uma pessoa de destaque nos conflitos entre o Exército e o Imperador. Foi escolhido como ministro de Guerra do Governo Provisório, que foi instalado após a proclamação. Foi um dos propositores da divisa "Ordem e Progresso" na bandeira do Brasil.
Quintino Bocaiúva (1836 -1912) - Jornalista e fervoroso republicano.
Participou ativamente da conspiração que depôs o último gabinete do Império e resultou na República. Após a proclamação, foi ministro das Relações Exteriores e da Agricultura.
Eleito por quatro vezes senador pelo Rio de Janeiro (1890, 1892, 1900 e 1909), foi o político carioca mais influente da primeira década da República, sendo presidente do Estado do Rio de Janeiro (equivalente a governador), em 1900. Entre suas obras literárias, destacam-se Onfália (peça teatral, 1860) e Estudos críticos e literários (1858-1859).
Ruy Barbosa (1849 - 1923) - Advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador, membro fundador da Academia de Letras (ABL).
Defendeu, junto com Joaquim Nabuco, o sistema federativo. Pouco antes da Proclamação da República foi convidado para ser ministro do Gabinete Afonso Celso, mas recusou, pois o cargo era incompatível com suas idéias.
Uma vez proclamada a República, Rui foi escolhido para ministro da Fazenda do Governo Provisório, e provisoriamente também foi ministro da Justiça.
Eleito senador, em 1890, foi o revisor do projeto da Constituição de 1891. Em 1893, foi obrigado a se exilar por discordar do golpe que levou Floriano Peixoto ao poder. Volta ao Brasil em 1895 e conquista uma cadeira no Senado. Fica mundialmente conhecido como Águia de Haia ao defender os países latino-americanos na Conferência Mundial da Paz, em 1907.
Ao voltar ao Brasil, em 1910, lançou a campanha civilista em oposição à candidatura do Marechal Hermes da Fonseca à presidência da república. Mas não obteve êxito. Sofre nova derrota na eleição presidencial de 1919, desta vez para Epitácio Pessoa.
Floriano Peixoto (1839 - 1895) - Segundo presidente do Brasil.
Antes da Proclamação da República, Floriano Peixoto era ajudante general-de-campo, posto logo abaixo do ministro do Exército, ocupado pelo Visconde de Ouro Preto. Recusou-se a participar da conspiração que resultou na República, mas também não combateu as tropas republicanas rebeladas.
Após a proclamação, foi eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca. Com a renúncia de Fonseca, em 1891, assumiu a presidência e governou com mão-de-ferro até 1894.
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